Arquivo do dia: dezembro 3, 2010

Mais sobre Roberto Alvim

Encerrando o dia e a expectativa para a palestra, posto aqui uma biografia de Roberto Alvim que encontrei no InfoEscola.

O dramaturgo Roberto Alvim, nascido em 1973, apaixonou-se pela literatura quando tinha apenas 8 anos e se deparou, entre os livros de seus pais, com a obra Histórias Extraordinárias, do norte-americano Edgar Allan Poe. As portas para o universo literário abriram-se então para o menino que se transformaria no criador e diretor de pelo menos 16 peças, levadas aos palcos cariocas, paulistas, franceses, suíços e argentinos.

Após uma jornada na esfera teatral como diretor precocemente reconhecido e premiado, logo depois de concluir sua formação na Casa das Artes de Laranjeiras – a CAL-, no Rio de Janeiro, Roberto subitamente retrocedeu, deixou de lado sua carreira e, aos 22 anos, entrou em um processo de busca interior através de práticas meditativas.

Ele radicalizou sua escolha refugiando-se numa cabana em pleno sertão piauiense, ao longo de 21 dias, sem contato com ninguém, comendo e bebendo apenas o suficiente para sobreviver. Retornou ao seio familiar, mas deu sequência ao mesmo estilo de vida, até receber um convite, um ano e meio depois de sua repentina mudança de caminho, para voltar à direção teatral. Sem saber bem porque, Roberto decidiu retomar sua trajetória profissional.

Pouco tempo depois Alvim deu início a sua atuação como professor de História do Teatro e de Literatura Dramática na CAL, aí permanecendo de 2000 a 2004. Seguindo suas tendências precoces, tornou-se diretor artístico do Teatro Carlos Gomes quando tinha apenas 27 anos, assumindo logo após a mesma função no Teatro Ziembinski, em terras cariocas, de 2005 a 2007.

Neste período Roberto se devotou à propagação da nova safra dramatúrgica brasileira, estimulando a leitura de textos teatrais, representações e cursos dedicados ao desenvolvimento do texto próprio da dramaturgia. Essa iniciativa permitiu que nomes como o de Pedro Brício e outros emergissem na cena contemporânea.

Em 2006 Alvim transferiu-se para São Paulo com a intenção de se unir à atriz Juliana Galdino. Neste momento ambos se uniram também profissionalmente, instituindo a companhia Club Noir. No interior deste grupo, que visa revelar novos dramaturgos brasileiros, por meio de encenações que mergulham fundo em um estilo conhecido como estética da penumbra, Roberto vem utilizando o palco como um meio de representar a escuridão caótica, que é estruturada através do poder da palavra.

Enquadram-se nesta estética as peças A Terrível Voz de Satã, de Gregory Motton, e O Quarto, do irlandês Harold Pinter, com a qual Roberto conquistou o prêmio de melhor espetáculo no 5º Prêmio Bravo! Prime de Cultura. No Rio de Janeiro ele encenou, entre outros, PELECARNESANGUEOSSOS, Todas as Paisagens Possíveis, Qualquer Espécie de Salvação, Às Vezes É Preciso Usar um Punhal para Atravessar o Caminho.

Ao lado de Antonio Araújo, do Teatro da Vertigem, e de Enrique Diaz, Roberto integra a geração teatral apta a substituir a antecedente, composta pelos diretores Antunes Filho, José Celso Martinez Corrêa e Gerald Thomas. Alvim se destaca pela forma como manipula a palavra e seu inerente poder, como se vê nas duas peças produzidas no Club Noir – Homem Sem Rumo, de Arne Lygre, dramaturgo norueguês, e Anátema, de Roberto Alvim -, e pelo uso singular das luzes, com a preponderância, mais recentemente, das sombras.

Fontes:
http://www.sesipr.org.br/nucleodedramaturgia/FreeComponent9544content77130.shtml
http://bravonline.abril.com.br/conteudo/teatroedanca/roberto-alvim-teatro-penumbra-523857.shtml
http://www.confrariadovento.com/revista/numero6/alvim.htm


Circuito Paranaense de Cultura

Ainda a tempo,  hoje no Sesc.


III Semana Cultural 2010

Fica o convite, recebi da Rachel Oliveira Coelho, da prefeitura.

Convite

Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente realiza o Projeto “Futuro Hoje” e tem a honra de convidar Vossa Senhoria para participar da “III Semana Cultural do Projeto Futuro Hoje”, que acontecerá de 06 a 12 de dezembro de 2010

Dia 06 de dezembro às 20 horas – Abertura Oficial com exposição dos trabalhos realizados na oficina de Artes Visuais – Professora Fernanda Mendes.

Local: Sala Joubert de Carvalho (anexo à Biblioteca do Centro).

Dia 07 de dezembro às 14 horas – Confraternização dos alunos do Projeto na Casa de Missão Sirlei Telles com lanches, brincadeiras e presentes.

Local: Casa de Missão Sirlei Telles no Conjunto Requião (em frente ao posto de Saúde).

Dia 08 de dezembro às 20 horas – Entrega de cordões e roda de capoeira com os alunos da oficina de Capoeira – Mestre Chupin (Rogério Alencar)

Local: Associação dos Aposentados – Rua Vitória, na Vila Esperança (ao lado do posto de saúde).

Dia 09 de dezembro às 20 horas – Palestra: Conhecendo seus Filhos – Um Futuro sem Drogas, com a psicóloga Flavia Marcela Felipe e o assistente social Rogério Ferreira Alves, e entrega de certificados dos alunos da oficina de Informática – Professor Fabio Heinze

Local: Casa de Missão Sirlei Telles no Conjunto Requião (em frente ao posto de Saúde).

Dia 10 de dezembro às 20 horas – Apresentação cultural com os alunos das Oficinas de Modelo Manequim – Professora Katiane Ribeiro, de Teatro de Bonecos – Professora Rô Fagundes e de Street Dance – Professor Marcelo Street

Local: Teatro Reviver na Avenida Cerro Azul (ao lado do Cemitério Municipal)

Dia 11 de dezembro às 08h30min – Torneio de Futsal Inter-bairros das crianças da oficina de Futebol – Professor Alexandre Custódio

Local: Casa de Missão Sirlei Telles no Conjunto Requião (em frente ao posto de Saúde).

Dia 11 de dezembro às 14h30min – Confraternização dos alunos e ex-alunos da oficina de Comunicação Trilíngue – Professor Faber Miquelin

Local: Salão da Igreja Matriz em Iguatemi

Dia 12 de dezembro às 08h30min – Torneio de Futsal Inter-bairros dos adolescentes da oficina de Futebol – Professor Alexandre Custódio

Local: Casa de Missão Sirlei Telles no Conjunto Requião (em frente ao posto de Saúde).

Contamos com sua presença

Danilo Furlan – Coordenador Pedagógico


O teatro da penumbra de Roberto Alvim

Aproveitando a visita de Roberto Alvim à Maringá para falar sobre o papel do dramaturgo no teatro contemporâneo, posto aqui um trecho do excelente texto da jornalista e dramaturga Gabriela Mellão, para a edição de Janeiro/2010 da Revista Bravo!.

Três diretores dominaram a cena brasileira nos últimos trinta anos: Antunes Filho, José Celso Martinez Corrêa e Gerald Thomas. Ao lado de Antonio Araújo, encenador do Teatro da Vertigem, e Enrique Diaz, Roberto Alvim é um dos destaques da geração de encenadores que veio para suceder a anterior. Como acontece com Antunes, Zé Celso ou Gerald, são diretores cujo estilo se reconhece facilmente. O de Alvim é marcado por duas características. A primeira, o uso da palavra. Ele faz parte de um time de diretores que aposta na força do texto – no caso do Club Noir, de dramaturgos contemporâneos. Além de Motton e de Pinter, a companhia, nova, já encenou no Brasil o norueguês Arne Lygre (Homem Sem Rumo) e um texto do próprio Alvim (Anátema).

A segunda característica é o trabalho peculiar com a iluminação. Nas peças recentes de Alvim, a escuridão domina a cena, abrindo espaço para o imaginário, fazendo ruir as barreiras entre vida e morte, concreto e abstrato, tempo e espaço. Isso demanda um trabalho rigoroso de preparação vocal dos atores, realizado de modo primoroso sobretudo por Juliana Galdino, uma das mais talentosas atrizes da nova geração, que é também mulher de Alvim e fundadora ao seu lado da Club Noir. Além de resgatar o valor supremo da palavra, a penumbra exige imaginação do espectador para a compreensão da obra. “Temos que enxergar a parcela de vida que ainda não foi sufocada pela tempestade de imagens e barulho do mundo atual”, diz.

Alvim se convenceu a aderir a essa espécie de estética da penumbra também por acaso. Embora possuísse a inclinação para espetáculos com pouca luz, o diretor resistia. “Isso não pode, isso não é teatro”, dizia a si mesmo. Em 2007, poucos dias antes de estrear Homem Sem Rumo, faltou luz na sala de ensaio. “A luz de emergência iluminava muito tenuamente o espaço, e me fez perceber que se você não tem fisionomia, as figuras mudam de estatuto dentro da cena”, diz.

Texto completo, aqui.


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