Arquivo do dia: dezembro 9, 2010

Quinta e sexta tem Teatro Autoral na Uem

Sinopse de: DELEUZE E FOUCAULT ESPERANDO A LEI DE INCENTIVO À CULTURA

Texto de: Newdemar de Souza e Direção de: Junior Paiva. Cia de Teatro Caiçara

Deleuze e Foucault esperando a lei de incentivo á cultura Sinopse: Deleuze (o ator de cinema) e Foucault (o ator de teatro) se encontram num teatro local e esperam a tão cacarejada e prometida vaca das divinas tetas: a Lei de Incentivo à Cultura (esperam há 63 anos). nessa espera, nosso atores-pensadores começam um processo de reflexão e desconstrução do conceito dominador e preconceituoso de Cultura.

Segue trecho da peça:

Foucault: A arte não precisa de lei… a arte é subversiva!

Deleuze: Sim Foucault, a arte é o eterno retorno do diferente… E o diferente não se escraviza pelo capital ou qualquer outra lei de dominação, que quer tudo embrutecer e “emburrecer”… Vamos Foucault. (começa a dançar e declamar poesias) Vamos sonhar, vamos recriar o sentido de viver… Vamos encenar. É essa a roda do devir da arte… A arte é livre. A cultura é podre!

Foucault: Vamos “transvalorar” o conceito da “cultura” dominadora para o de “Arte das diferenças”. É essa a “microfísica” da arte. A arte é o grito do singular. No singular Deleuze, uma andorinha só… (conjectura) pode fazer o verão! vamos criar Foucault! Vamos criar! A vida é uma criação. A vida é uma poesia de Drummond! Uma peça de teatro de Plínio Marcos! Um filme de Godard…

Deleuze: E quanto à Lei de Incentivo à Cultura?

Foucault: Vamos transformá-la em “Direito Artisticamente garantido Para a Libertação”.

Deleuze: “Direito Para a Libertação”…


TUM apresenta Helena, de Machado de Assis

Texto de Erick Gimenes e Clóvis Augusto Melo, publicado no Viva Maringá em 31/10.

Com roteiro feito por alunos da Oficina de Teatro da UEM, o espetáculo “Helena”, do grupo Teatro Universitário de Maringá (TUM).

A apresentação conta com 14 atores, muitos deles angariados na comunidade, e, antes, sem experiência alguma. A direção, estreante, é de Mateus Moschetta.

Adaptação do romance de Machado de Assis, a peça deixa o tom de narrativa romanesca original do autor para dar vez ao humor. “É uma comédia baseada em um romance. Temos que deixar a densidade de Machado e trabalhar de uma forma mais cômica”, diz Moschetta.

“Não há como alcançar a profundidade de Machado. Pensei: “Como podemos brincar com esse texto? A única forma que achei foi por meio do metateatro.”

O metateatro que Moschetta defende surge quando quatro narradores ocultos agem como controladores dos personagens que dão as caras no palco – que são dublados e, algumas vezes, até repreendidos pelas vozes que parecem oráculos.

“É um teatro dentro de um teatro. Os personagens em cena não falam, são só controlados pelos quatro narradores que até os repreendem. É um jogo de sincronia que encanta o público”, diz o diretor.


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