Arquivo do mês: janeiro 2011

Ashes To Ashes (1996)

Cinzas ás Cinzas para despedirmos do mês de Harold Pinter. Foi o primeiro texto dele que tive contato, por indicação de Marcelo Bourscheid, durante um encontro do Núcleo de Dramaturgia.  Provei das lacunas conscientes dos textos de Pinter, e acho que preciso lê-lo mais umas cinco vezes para fazer qualquer comentário.


Identidade teatral no Festival de Curitiba

Vi essa no Caderno G, da Gazeta do Povo. Destaco a última fala do diretor do Festival, Leandro Knopfholz.

“Essa mostra [CPC] é importante por defender ideias, juntar companhias e mostrar que em Curitiba há um movimento, é uma cidade onde não se faz simplesmente um teatro disperso. Isso é bacana e tende a chamar a atenção”.

Fica a dica.

Nas franjas do Fringe 2011

A união faz a força, apesar de ser uma expressão desgastada pelo uso contínuo, está se revelando uma solução para as companhias chamarem a atenção para as suas montagens no Fringe, a mostra paralela do Festival de Curitiba, que chega a sua 20.ª edição em 2011. No caso do Fringe, serão 350 espetáculos em cartaz, 138 deles de artistas curitibanos. Para se destacar em meio a tantas propostas, alguns grupos estarão em cena em “mostras paralelas” dentro do próprio Fringe, a exemplo do que já aconteceu em anos anteriores.

O Teatro Universitário de Curi­­tiba (TUC), situado na Galeria Júlio Moreira, será o espaço para a terceira edição do Coletivo de Pequenos Conteúdos (CPC), iniciativa que surgiu há três anos e traz no currículo elogios de crítica, do Diário do Nordeste à Folha de S.Paulo. O projeto surgiu da necessidade de quatro companhias locais, que se deram conta de que, juntas, poderiam ser mais visíveis do que se estivessem em cartaz individualmente. No Fringe de 2009, os grupos Tran­­si­­tória, Teatro de Breque, N.A.R.K.O.S.E e Companhia Sub­­jétil conseguiram atenção e aplausos durante cinco dias do evento.

Continua aqui.

Foto: Hedeson Alves/Gazeta do Povo


The Room (1957)

Praticamente fechando o mês de Harold Pinter, disponibilizo para vocês a íntegra do texto O Quarto, já muito comentado aqui no Cénico.

Fotos de algumas montagens de O Quarto.


Antissemitismo em destaque (?)

Esse ano começou muito bem para o teatro em Maringá. Festivais, oficinas e uma montagem que promete deixar um bom legado tanto para a classe artística quanto para o público. O desenvolvimento de um olhar mais específico para a prática teatral como um todo – desenvolvimento que só vem com o exercício – deve também ser acompanhado pela cobertura jornalística para o bem de ambas.

Digo isso indicando mais um da série de textos que o D+ está destinando á estreia de O Mercador de Veneza. Gosto bastante do texto de André Simões, mas acredito que um provável “antissemitismo” do texto shakespeariano não seja o assunto mais relevante, visto a gama de assuntos que envolve a montagem da peça. Vá lá, é fruto da terrinha, vamos conhecer os atores e dissecar a produção de Ochôa.

No sábado sairá uma crítica da peça, fiquemos na expectativa.

Temporda de ‘O Mercador de Veneza’ começa nesta quinta-feira

André Simões, direto do D+.

“As quatro apresentações anteriores serviram para aparar as arestas. Hoje é dia da estreia nacional de “O Mercador de Veneza” pela Companhia do Barco Voador, grupo maringaense formado especialmente para a montagem.

O grupo inícia hoje uma temporada inédita na cidade, com quatro apresentações semanais até o dia 27 de fevereiro. Na sequência, o grupo sai em turnê pelo Paraná, com planos de chegar a São Paulo em maio – e a partir daí fazer carreira nacional.

(…)

Por causa de seu enredo, muitos críticos qualificando “O Mercador de Veneza” como antissemita. Na peça, para ajudar o amigo Bassânio a conquistar sua amada Pórcia, o mercador Antônio concorda em fazer um empréstimo com o agiota judeu Shylock, oferecendo como garantia uma libra de sua própria carne. Por vingança, Shylock exige que a divida seja quitada quando Antonio não consegue paga-lhe.

O diretor Ochôa, no entanto, afirma que o texto não é antissemita, apenas discute o antissemitismo. “É uma metáfora da vida, mostra ódios alimentados pela situação cultural”, diz. O produtor e ator Ben-Hur Prado vai mais longe.

“Como pode se acusar o texto de antissemita se os personagens cristãos apresentam um comportamento pior do que Shylock? Chegam a cuspir, chutar sua bunda”, diz.

Estreia hoje
“O Mercador de Veneza”
Em cartaz até dia 27 de fevereiro na Oficina de Teatro UEM
Horários: quintas, sextas e sábados às 21h
Domingos às 20h
Ingressos: R$ 20 (meia),
R$ 25 (promoção O Diário) e R$ 40 (inteira), à venda na Livraria Espaço Maringá Park e na bilheteria do teatro
Classificação etária: 12 anos


Indicados ao Prêmio Shell São Paulo

Direto do Caderno G.

Os espetáculos As Três Velhas, de São Paulo, e Vida, da curitibana Companhia Brasileira de Teatro, receberam o maior número de indicações na 23.ª edição paulista do Prêmio Shell de Teatro no se­­gundo semestre de 2010. A montagem paranaense concorre em três categorias: melhor autor (Giovana Soar, Marcio Abreu e Nadja Naira), cenário e música.

As Três Velhas tem três indicações: ator (Luciano Chirolli), figurino e iluminação. Além das indicações, a atriz e diretora da peça Maria Alice Vergueiro será a homenageada especial desta edição. Não há previsão da data de entrega do prêmio, mas é certo que ela ocorrerá até julho.

Autor:
(2º semestre)
Giovana Soar, Marcio Abreu e Nadja Naira por “Vida”
Leonardo Cortez por “Rua do medo”
(1º semestre)
Francisco Carlos por “Namorados da catedral bêbada”
Leonardo Moreira por “Escuro“

Direção:
(2º semestre)
Eduardo Tolentino de Araújo por “12 homens e uma sentença”
Rodolfo García Vásquez por “Roberto Zucco”
(1º semestre)
Leonardo Moreira por “Escuro”
Rodolfo García Vázquez por “Hipóteses para o amor e a verdade”
Zé Henrique de Paula por “Side Man”

Ator:
(2º semestre)
Luciano Chirolli por “As três velhas”
Norival Rizzo por “12 homens e uma sentença”
(1º semestre)
Fulvio Stefanini por “A grande volta”
Lee Thalor por “Policarpo Quaresma”
Otávio Martins por “Side man”

Atriz:
(2º semestre)
Bel Kowarick por “Dueto para um”
Bete Dorgam por “Casting”
(1º semestre)
Ana Lucia Torre por “Seria cômico se não fosse sério”
Luciana Paes por “Escuro”

Homenagem:
Maria Alice Vergueiro, paladino do teatro experimental brasileiro.


Núcleo de Dramaturgia deve continuar em 2011

Ainda não é oficial, mas ao que tudo indica o Núcleo de  Dramaturgia do Sesi Maringá voltará as atividades esse ano.

A iniciativa do Sesi reuniu em 2010 cerca de 15 oficineiros para discutir e produzir dramaturgia, em constante diálogo com a produção contemporânea. Os encontros foram realizados de agosto a dezembro, e a exemplo de São Paulo, Curitiba, União da Vitória e Londrina, a primeira turma de Maringá já tem textos próprios que podem ser dirigidos já este ano.

Lembro das palavras de Pedro Ochôa, quando, em entrevista ao caderno D+ do jornal O Diário, disse ver uma Maringá (re)nascendo para o teatro. Além dos vários festivais abertos ao público, produções aprimoradas e diversos cursos na área teatral, em 2011 começam os trabalhos na graduação em Artes Cênicas na Uem e a oficina do Sesi para novos dramaturgos.

Nesse cenário, que abram as cortinas para que 2011 seja um ano excepcional.

E me desculpem os trocadilhos.

The Birthday Party (1957)

Do Especial do Mês, com Harold Pinter.

Pensei em trazer alguma crítica da peça de Pinter, mas preferi disponibilizar a obra para que vocês leiam e tirem suas próprias conclusões. Quem quiser, pode comentar abaixo.

 

 


“O menino que ganhou uma boneca” chega a Marialva

Direto do blog do Luiz de Carvalho.

Começa nesse domingo a temporada 2011 de espetáculos no Cine Teatro Sonia Maria Silvestre Lopes, inaugurado no final do ano em Marialva.

A Companhia Teatral Tipos & Caras vai apresentar o espetáculo “O menino que ganhou uma boneca”. A classificação é livre e a entrada é franca. O espetáculo é uma adaptação da obra da escritora maringaense Majô Baptistoni.

“O menino que ganhou uma boneca” conta a história de Paulinho, um garoto que ganha de presente na sua festa de cinco anos, uma boneca. O pacote estava misturado entre os outros presentes e ninguém assume a autoria. O garoto gosta da boneca, mas se vê numa situação constrangedora diante dos amiguinhos.

No decorrer do espetáculo, que é uma mistura de atores e fantoches, Paulinho passa a observar as situações do cotidiano e começa a levantar alguns questionamentos como: porvquê menino não pode brincar de boneca? E vai descobrindo que os brinquedos são um treinamento para a vida adulta e que a boneca é uma ferramenta para se exercitar a paternidade.

Sobre a peça

Dirigido para o público infantil e também para os pais, a peça é comovente. O simbolismo intencional sobre os dogmas de gênero, os preconceitos, a intolerância, o trabalho sobre a resistência de reconhecer e imaginar como é o outro mundo psicossexual.

Sobre a diretora

Atriz, diretora e produtora cultural. Presidente da Cia Teatral Tipos & Caras. Formada em Letras; pós-graduada em Ensino de Artes. Escritora, membro da Academia de Letras de Maringá. Desde 1982 atuou e dirigiu espetáculos teatrais; atuou no longa-metragem “Terra Prometida”, do cineasta Pery de Canti e no curta “Trajetória de um consumista”, de Altamir Cardoso. Ministra oficinas em projetos estaduais e municipais.

Majô também faz parte da primeira turma do Nucleo de Dramaturgia Sesi de Maringá.


Exclusivo: Cartaz pré-estreia O Mercador de Veneza

Em primeira mão para os leitores do Cénico. Eu acho.


Prêmio Shell de Teatro anuncia finalistas

Apesar de a veia bairrista ser como uma coluna vertebral desse blog, uma premiação como o Shell sempre terá espaço. Interessante perceber nomes e peças que se destacaram no circuito Rio/SP, alguns poderão pintar por aqui, como foi o caso do O Santo e a Porca, em 2010.

Enfim, sairam os indicados e, entre eles, o texto do dramaturgo pernambucano Newton Moreno, Maria do Caritó, lidera as indicações cocorrendo em seis categorias. Interessante como, na hora de falar sobre a peça, a mídia massiva utiliza-o como “estrelada por Lilia Cabral”. Bom que Lilia está entre as indicadas a melhor atriz, mas vamos valorizar o texto do premiadíssimo Newton Moreno, autor também de Agreste.

Sobre o prêmio

Em sua primeira versão, era composto por seis categorias: Autor, Diretor, Ator, Atriz, Cenografia e Especial, esta última abrangendo todos os demais segmentos ligados ao “fazer” teatral. Mas já em 89 surgia mais uma categoria: a de Figurinista. Em 92, foi a vez de incluir Iluminação e, em 96, Música.

Desde então, a categoria Especial não deixou de contemplar contribuições diretamente ligadas à cena, como Direção de Movimento, mas abriu um vasto leque de possibilidades. Receberam este prêmio, dentre muitos outros, autores de publicações referentes ao teatro, profissionais ligados à preparação vocal e corporal, e até mesmo uma fábrica de tecidos, a Werner, uma fiel e constante parceira do teatro (RJ, 1999).

Confira os indicados

Autor
2º semestre
* Newton Moreno por “Maria do Caritó”
* Pedro Bricio por “Comédia russa”
1º semestre
* Denise Crispun e Melanie Dimantas por “A carpa”
* Jô Bilac por “Savana glacial”

Direção
2º semestre
* Emílio de Mello por “Deus da carnificina”
* João Fonseca por “Maria do Caritó”
1º semestre
* Christiane Jatahy por “Corte seco”
* Gilberto Gawronski por “Dona Otília e outras histórias”
* Inez Viana por “As conchambranças de quaderna”

Ator
2º semestre
* Marco Nanini por “Pterodátilos”
* Paulo Betti por “Deus da carnificina”
* Pierre Baitelli por “Hedwig e o centímetro enfurecido”
1º semestre
* Alexandre Schumacher por “Vicente Celestino – a voz orgulho do Brasil”
* Roberto Bomtempo por “Tomo suas mãos nas minhas”

Atriz
2º semestre
* Lilia Cabral por “Maria do Caritó”
* Mariana Lima por “Pterodátilos”
* Sylvia Bandeira por “Marlene Dietrich – as pernas do século”
1º semestre
* Miriam Freeland por “Tomo suas mãos nas minhas”
* Totia Meireles por “Gypsy”


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