Arquivo da tag: núcleo de dramaturgia do sesi

A nova onda da dramaturgia

Olívia D’Agnoluzzo/Divulgação

Direto do Caderno G.

Após décadas em que o texto foi preterido no teatro nacional em favor de outras dramaturgias – da dança, do corpo, da estética – uma nova onda de estudiosos da palavra valoriza peças de autor. Um estímulo para isso foi a criação do Núcleo de Dramaturgia do Serviço Social da Indústria (Sesi). Em Curitiba, ele existe desde 2009.

“Muita gente ainda acha que escrever teatro é esperar baixar um ‘exu’, mas não é nada disso, há muito estudo e estratégia para construir uma grande obra”, diz o coordenador do núcleo, Marcos Damaceno. “É preciso ao menos conhecer as técnicas que existem.”

Entrando em sua terceira turma, o núcleo curitibano se prepara para mostrar no Fringe, mostra paralela do Festival de Curitiba, a partir de 29 de março, o que anda fazendo quinzenalmente no teatro José Maria Santos.

Entre 17 peças escritas por participantes e que devem ser publicadas em conjunto, uma será selecionada para montagem e apresentação dentro do Fringe. A escolha dos curadores Luiz Fernando Ramos e Gabriela Melão deve ocorrer nesta quinta-feira. Outros cinco textos serão apresentados em leitura dramática. No festival do ano passado, foi montada e encenada a peça Como Se Eu Fosse o Mundo.

Continua aqui.


Núcleo de Dramaturgia deve continuar em 2011

Ainda não é oficial, mas ao que tudo indica o Núcleo de  Dramaturgia do Sesi Maringá voltará as atividades esse ano.

A iniciativa do Sesi reuniu em 2010 cerca de 15 oficineiros para discutir e produzir dramaturgia, em constante diálogo com a produção contemporânea. Os encontros foram realizados de agosto a dezembro, e a exemplo de São Paulo, Curitiba, União da Vitória e Londrina, a primeira turma de Maringá já tem textos próprios que podem ser dirigidos já este ano.

Lembro das palavras de Pedro Ochôa, quando, em entrevista ao caderno D+ do jornal O Diário, disse ver uma Maringá (re)nascendo para o teatro. Além dos vários festivais abertos ao público, produções aprimoradas e diversos cursos na área teatral, em 2011 começam os trabalhos na graduação em Artes Cênicas na Uem e a oficina do Sesi para novos dramaturgos.

Nesse cenário, que abram as cortinas para que 2011 seja um ano excepcional.

E me desculpem os trocadilhos.

“O menino que ganhou uma boneca” chega a Marialva

Direto do blog do Luiz de Carvalho.

Começa nesse domingo a temporada 2011 de espetáculos no Cine Teatro Sonia Maria Silvestre Lopes, inaugurado no final do ano em Marialva.

A Companhia Teatral Tipos & Caras vai apresentar o espetáculo “O menino que ganhou uma boneca”. A classificação é livre e a entrada é franca. O espetáculo é uma adaptação da obra da escritora maringaense Majô Baptistoni.

“O menino que ganhou uma boneca” conta a história de Paulinho, um garoto que ganha de presente na sua festa de cinco anos, uma boneca. O pacote estava misturado entre os outros presentes e ninguém assume a autoria. O garoto gosta da boneca, mas se vê numa situação constrangedora diante dos amiguinhos.

No decorrer do espetáculo, que é uma mistura de atores e fantoches, Paulinho passa a observar as situações do cotidiano e começa a levantar alguns questionamentos como: porvquê menino não pode brincar de boneca? E vai descobrindo que os brinquedos são um treinamento para a vida adulta e que a boneca é uma ferramenta para se exercitar a paternidade.

Sobre a peça

Dirigido para o público infantil e também para os pais, a peça é comovente. O simbolismo intencional sobre os dogmas de gênero, os preconceitos, a intolerância, o trabalho sobre a resistência de reconhecer e imaginar como é o outro mundo psicossexual.

Sobre a diretora

Atriz, diretora e produtora cultural. Presidente da Cia Teatral Tipos & Caras. Formada em Letras; pós-graduada em Ensino de Artes. Escritora, membro da Academia de Letras de Maringá. Desde 1982 atuou e dirigiu espetáculos teatrais; atuou no longa-metragem “Terra Prometida”, do cineasta Pery de Canti e no curta “Trajetória de um consumista”, de Altamir Cardoso. Ministra oficinas em projetos estaduais e municipais.

Majô também faz parte da primeira turma do Nucleo de Dramaturgia Sesi de Maringá.


Patricia Kamis para Gazeta

Daniel Castellano/Gazeta do Povo

A beleza da Imperfeição

Particularmente, admiro muito o texto de Luciana Romagnolli, setorista de teatro da Gazeta, que está de mudança para Minas. Nesse, ficou bem afinada a química entre o estilo da jornalista e a entrevistada, Patrícia Kamis, uma das revelações da dramaturgia paranaense.

Integrante da primeira turma do Núcleo de Dramaturgia do Sesi Curitiba, Patrícia é mais uma que se destaca na cena da capital. Ao lado do marido, o dramaturgo, diretor e também integrante do núcleo, Pretto (Preto Galioto), conquistou o Gralha Azul de Melhor Espetáculo Infantil, com o Grupo Camelo, pela peça Lendas Japonesas.

Além de participar de Oxigênio, da CBT (Cia Brasileira de Teatro), Patrícia também foi destaque esse ano ao participar da montagem de Como se Eu Fosse o Mundo, texto de Paulo Zwolinski que ganhou vida e voz na direção de Roberto Alvim. Como autora, escreveu (Em) Branco, e Tempestade de Areia, essa última um verdadeiro desafio de montagem e interpretação, que nem a própria autora diz pronta para encenar.


Os novos autores maringaenses

Último encontro do Núcleo de Dramaturgia do Sesi Maringá, sábado foi também a data final de apresentação dos textos que estão sendo produzidos pelos participantes. A proposta de desenvolver o potencial criativo de novos autores em diálogo com dramaturgos contemporâneos é o grande mote da iniciativa do Sesi.

Os textos foram lidos, avaliados, criticados e agora cada um deve finaliza-lo para envio ao Sesi/ British Council. O conselho das instituições irá avaliar o trabalho desenvolvido no interior. Dessa avaliação depende a resposta sobre a permanência ou não do Núcleo de Dramaturgia em Maringá.

O grupo, que iniciou os trabalhos com cerca de quinze participantes, deve encerrar as produções com pelo menos sete textos próprios que poderão ser montados. A continuidade do projeto depende da avaliação da comissão responsável no Sesi PR. Por email, a gerente de cultura do Sesi PR, Anna Paula Zétola e o diretor Marcos Damaceno já manifestaram apoio.

Mesmo que o saldo de seis meses de trabalho tenha sido pequeno em relação ao primeiro ano de cidades como Curitiba, é importante que prevaleça o esforço em desenvolver e solidificar a iniciativa. Não podemos comparar o cenário artístico e criativo da capital com uma Maringá que está nascendo para o teatro.

Há a proposta de unir o projeto em Maringá e Londrina promovendo encontro nas duas cidades. Esperamos poder contribuir para que 2011 possa ser também espaço para novos autores, com divulgação reforçada, já com o histórico de bons textos produzidos.


%d blogueiros gostam disto: