CRAVE

Em Crave, o universo das relações amorosas com seus mecanismos de violência é abordado por meio de quatro vozes, designadas por A, B, C e M (que apresentam apenas gêneros definidos e idades diferenciadas). Crave trabalha com um fluxo de uma série de pensamentos fragilmente conectados. Apesar da abstração sugerida pela própria falta de “figuração” do corpo humano e pela falta de identidades fixas, as falas são predominantemente secas e precisas. E sua pesquisa dramatúrgica privilegia, em geral, a musicalidade. Kane sublinhava que trabalhou aí como uma compositora, ao contrário do procedimento mais usual, no qual costumava saber o que queria dizer antes de criar a fala. No caso de Crave, tinha mais claramente a noção do ritmo que queria, antes mesmo de saber o que dizer. Em todas as peças, Kane usa indicações tipográficas para silêncio, respiração, pontuação etc. Em Crave esta precisão se torna crucial. Na primeira leitura dramática de Crave, Kane tenta se desvencilhar da expectativa em torno do mito de autora rebelde e usa o pseudônimo Marie Kelvedon.

Continua aqui.

Anúncios

Uma resposta para “CRAVE

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: