Antissemitismo em destaque (?)

Esse ano começou muito bem para o teatro em Maringá. Festivais, oficinas e uma montagem que promete deixar um bom legado tanto para a classe artística quanto para o público. O desenvolvimento de um olhar mais específico para a prática teatral como um todo – desenvolvimento que só vem com o exercício – deve também ser acompanhado pela cobertura jornalística para o bem de ambas.

Digo isso indicando mais um da série de textos que o D+ está destinando á estreia de O Mercador de Veneza. Gosto bastante do texto de André Simões, mas acredito que um provável “antissemitismo” do texto shakespeariano não seja o assunto mais relevante, visto a gama de assuntos que envolve a montagem da peça. Vá lá, é fruto da terrinha, vamos conhecer os atores e dissecar a produção de Ochôa.

No sábado sairá uma crítica da peça, fiquemos na expectativa.

Temporda de ‘O Mercador de Veneza’ começa nesta quinta-feira

André Simões, direto do D+.

“As quatro apresentações anteriores serviram para aparar as arestas. Hoje é dia da estreia nacional de “O Mercador de Veneza” pela Companhia do Barco Voador, grupo maringaense formado especialmente para a montagem.

O grupo inícia hoje uma temporada inédita na cidade, com quatro apresentações semanais até o dia 27 de fevereiro. Na sequência, o grupo sai em turnê pelo Paraná, com planos de chegar a São Paulo em maio – e a partir daí fazer carreira nacional.

(…)

Por causa de seu enredo, muitos críticos qualificando “O Mercador de Veneza” como antissemita. Na peça, para ajudar o amigo Bassânio a conquistar sua amada Pórcia, o mercador Antônio concorda em fazer um empréstimo com o agiota judeu Shylock, oferecendo como garantia uma libra de sua própria carne. Por vingança, Shylock exige que a divida seja quitada quando Antonio não consegue paga-lhe.

O diretor Ochôa, no entanto, afirma que o texto não é antissemita, apenas discute o antissemitismo. “É uma metáfora da vida, mostra ódios alimentados pela situação cultural”, diz. O produtor e ator Ben-Hur Prado vai mais longe.

“Como pode se acusar o texto de antissemita se os personagens cristãos apresentam um comportamento pior do que Shylock? Chegam a cuspir, chutar sua bunda”, diz.

Estreia hoje
“O Mercador de Veneza”
Em cartaz até dia 27 de fevereiro na Oficina de Teatro UEM
Horários: quintas, sextas e sábados às 21h
Domingos às 20h
Ingressos: R$ 20 (meia),
R$ 25 (promoção O Diário) e R$ 40 (inteira), à venda na Livraria Espaço Maringá Park e na bilheteria do teatro
Classificação etária: 12 anos

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