Quem foi Harold Pinter

Nascido num subúrbio pobre de Londres, ao norte do rio Tâmisa, parte leste da cidade, em Hackney, onde fez seus primeiros estudos, filho de pais judeus com ancestrais provenientes do leste europeu. Seu pai, Jack Pinter (1902-1997), sua mãe, Frances (nascida Moskowitz; 1904-1992).

Começou em meados da década de 1950 sua carreira teatral. A sua primeira obra importante foi Festa de Aniversário (The Birthday Party, 1957), um fracasso na estréia mas um êxito na remontagem, depois de ter sido apresentada na televisão. É um dos mais importantes renovadores do teatro moderno e as suas peças tem um estilo característico a que se deu o nome de pinteresco. Nelas são criadas situações em que personagens normais, em suas vidas cotidianas, são colocadas repentinamente frente ao inesperado. Traição, por exemplo, é uma peça que discorre de forma convencional sobre a vida de um casal e a sua separação depois da aventura da esposa com seu amante. Entretanto ela é apresentada ao reverso, em cenas que acontecem de trás para diante; uma das cenas iniciais é um encontro num bar do amante com o marido traído, depois da separação.

Pinter escreveu 29 peças, entre as mais reconhecidas estão Festa de Aniversário (The Birthday Party, 1957), O Porteiro (The Caretaker, 1959), Traição (Betrayal, 1978), Volta ao Lar (Homecoming, 1965), todas adaptadas ao cinema. Entre seus roteiros para cinema mais reconhecidos está A Mulher do Tenente Francês (The French Lieutenant’s Woman, 1981).

Recebeu o Nobel de Literatura de 2005 e o prêmio Companion of Honour da Rainha da Inglaterra pelos serviços prestados à literatura. Em outubro de 2006 foi aclamado por sua participação como ator na produção de A Última Gravação (Krapp’s Last Tape) como parte da comemoração dos 100 anos do nascimento de seu autor Samuel Beckett e dos 50 anos do Royal Court Theatre.

Bastante controverso politicamente, foi um forte opositor às políticas belicistas do final do século XX, como no caso da invasão do Iraque em 2003, quando contestou as políticas de George Bush e Tony Blair.

Entre outras polêmicas, Pinter proferiu uma palestra na Conferência pela Paz nos Bálcãs, em 10 de junho de 2000, contra o bombardeamento de civis pela OTAN na Sérvia. Em 2001 Pinter incorpora-se ao Comitê Internacional na Defesa de Slobodan Milošević (ICDSM) e mais tarde (2004) também assina um manifesto de artistas por Milošević em 2004 – não por considerá-lo inocente, mas questionando a independência do tribunal internacional “de inspiração norte-americana” criado especialmente para julgá-lo.

Pinter foi também um grande apreciador de críquete.

Morreu de câncer, aos 78 anos, na véspera de natal de 2008.

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